Qual é a Minha Cruz

QUAL É A MINHA CRUZ

Lei­tura: Mateus 16:21 – 27

Então disse Jesus aos seus dis­cí­pu­los: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; pois, quem qui­ser sal­var a sua vida perdê-la-á, mas quem per­der a sua vida por amor de mim achá-la-á.” (vv. 24, 25)

Refle­xão

Pelo facto de Pedro desa­fiar Jesus a desis­tir da cruz, o Senhor dirigiu-lhes as pala­vras supra. Jesus estava dis­posto a car­re­gar a cruz que lhe seria imposta em vir­tude da con­de­na­ção a que seria sujeito. O motivo eram duas trans­gres­sões, a reli­gi­osa e a civil; uma por se con­si­de­rar Deus, a outra por se inti­tu­lar rei dos judeus. Mas, de facto, a ver­da­deira causa para sofrer na cruz foram os nos­sos peca­dos. As coi­sas de Deus em que Pedro não pen­sava era real­mente no per­dão dos pecados.

Jesus, porém, estava total­mente inte­res­sado em tomar aquela cruz para cra­var nela todos os nos­sos peca­dos e livrar-nos assim da con­de­na­ção. Por­que me amava de tal maneira, o Senhor renun­ciou a Si mesmo e tomou a Sua cruz, que era minha, para me sal­var e con­ce­der a vida eterna. Agora já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Eu renun­ciei à minha pró­pria vida, que é efé­mera, para ter a de Cristo, que é eterna. E sigo-o para man­ter esta vida eterna.

Mas pre­ciso de tomar a minha cruz no pro­cesso de segui­mento. Isto é, cada dis­cí­pulo de Cristo tem de car­re­gar com o ridí­culo de seguir um líder con­de­nado à morte numa cruz, a maior ver­go­nha entre os mor­tais. E, claro, ficar tam­bém sujeito ao mesmo suplí­cio, como tem acon­te­cido ao longo da His­tó­ria da Igreja. Certa vez Pedro, ousado, disse: “Senhor, por ti darei a minha vida.” O pri­meiro már­tir da Igreja de Cristo, porém, foi Estê­vão. Ele tomou a cruz e per­deu a sua vida por amor a Cristo, mas ganhou a eterna, mais impor­tante. A minha cruz é supor­tar o sofri­mento infli­gido por amar e seguir Cristo.

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About The Author

Constantino Ferreira
Nascido aos 25 de Julho de 1937, no Distrito da Guarda, Portugal; e casado com Maria José Ferreira Trindade, têm três filhos varões e duas netas e, brevemente, mais um varão. Convertido a Cristo aos 2 de Junho de 1962, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Lisboa. Tendo frequentado o Instituto Bíblico, iniciou o ministério pastoral em Setembro de 1968. Começando a leccionar em 1992, como professor visitante, no Instituto Bíblico do Monte Esperança, em Fanhões, ingressou como professor interno no ano 2000, onde leccionou História do Cristianismo, Bíblia e Grego. Aposentado, continua ao serviço de Deus no reino dos céus através da Internet.

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